#13
- Bruna Ribeiro

- 21 de mai. de 2019
- 1 min de leitura
Atualizado: 5 de jun. de 2019
Preciso investigar a vida que há em mim. Porque ela parece me escapar com muita facilidade, principalmente em momentos ou lugares ou com pessoas que me anulam. Decidi optar pelo mínimo. Apartamento mínimo, vasos de alecrim e manjericão mínimos, gastos mínimos, poucas palavras. Mas algo parecido com ansiedade palpita em mim.
A claustrofobia foi se tornando mais amigável, lugares pequenos e preenchidos não me incomodam mais. Expandi meu corpo por dentro e me livrei da vontade obsessiva de me livrar do enquadramento. Aliás, me livrei do enquadramento, ele que me procure se quiser, não me importo mais com a breguice de fazer sentido, com tudo às claras, dando dicas e conselhos para distrair.
Percebi a sensação da língua queimada e do corpo estático em movimento interno se relacionando com os movimentos do espaço. O treino da percepção ativa leva à inquietude do irreal, desconhecido e estranho.
Gosto dos movimentos cotidianos em espaços comuns, mas gosto mais das danças de olhos fechados, de modificar os espaços, de modificar as relações. Será preciso improvisar para encontrar vida? Improviso é relação livre e irrepetível. E não se surpreenda, essa pesquisa não tem fim. A pesquisa de amar os movimentos “desvalorizados”, a existência da vida.




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