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#16

  • Foto do escritor: Bruna Ribeiro
    Bruna Ribeiro
  • 4 de ago. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 22 de out. de 2020

O dia amanheceu domingo, mas agora tem cara de dia nenhum... Uso batom para secar meu beijo... Como um peixe que dorme de olhos abertos... Como se eu estivesse em todas as casas, pisasse em todos os chãos, escutasse todos os sons... Esses fragmentos de poesias descartadas, às vezes, me voltam ao pensamento. Mas tudo se mistura. Sentimentos. Espasmos. Camadas confusas me banham. E esclarecer isso pode me afogar. A memória rasgada parece ilusão. E talvez seja. Enquanto minha pele sente o que está vivo hoje e aqui. O concreto é bonito. E não há esforço nisso. É tudo mais fácil do que parece. Viver, amar, o que significa? Não importa. O que me importa é falar com as mãos, é comer, é sentir o cheiro e o peso dele na cama, é escrever com a ponta dos dedos, é andar com o pulmão.




 
 
 

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