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#2

  • Foto do escritor: Bruna Ribeiro
    Bruna Ribeiro
  • 15 de abr. de 2019
  • 1 min de leitura

Atualizado: 5 de jun. de 2019

Pedi socorro muitas vezes, mas quem saberia ajudar? Já estava a ponto de enlouquecer. Quebrei os desejos em ideias e estilos. Mais uma vez meu corpo rígido, tenso, com movimentos cotidianos e medrosos. Quebrei as fibras das ideias, coloquei o corpo em xeque, esse corpo que responde e dorme ao mesmo tempo. Acorda! Preciso de você. Socorro! Mais uma vez peço socorro e erro por dançar tão pouco. Faria tudo isso se esvair em uma dança. Erro pelo horror de ver beleza onde a dança já morreu. A juventude dessa época é fria, alimentada por truques e efeitos visuais, é triste e me entristece, é má, espalha um nada brutal ao seu redor, congela os sonhos, me tira a alegria instantaneamente. A juventude dessa época não é jovem, é nula, é fake, é forçada, é exagerada e robótica. Será que riem até desfigurar o rosto? Será que gozam até perder a pose? Será que mentem pra ver o mundo? Será que têm sonhos? Será que dançam do nada com alguém que nunca viram antes? Será que fumam? Será que têm sede ou desejos próprios? Será que já se olharam fora de tudo que os disfarça? Que peso sinto na atmosfera dessa juventude. Que tristeza. Que solidão. Que distância imensa entre quem se é e quem se deixou de ser. Como uma juventude pode adorar dessa maneira a forma da morte? Terá sido um pacto assassino? O meu corpo, aos 31 anos, sente a tensão desse tempo.



 
 
 

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